Mais de 46% das federais disputaram em 2014, diz pesquisa - Folha de Alphaville
11/01/2019
POLÍTICA
Mais de 46% das federais disputaram em 2014, diz pesquisa
Bruna foi uma das cinco mulheres escolhidas para ocupar uma vaga na Câmara no pleito anterior
Gláucia Arboleya
Bruna Furlan conseguiu se reeleger com 126,8 mil votos (Raphael Milagres/Câmara dos Deputados)

De acordo com um levantamento recente realizado pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) São Paulo, 46,2% das candidatas mulheres que disputaram uma vaga federal em 2018, já haviam participado do pleito anterior.

A pesquisa foi feita com 522 concorrentes. Na região, a deputada federal tucana Bruna Furlan, se enquadra na questão. Bruna foi uma das cinco mulheres escolhidas para ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2014. Ela conseguiu se reeleger, neste último pleito, com mais de 126 mil votos, a deputada mais votada do PSDB. Somente 15,7% dos eleitos em 2018 para a Casa Federal foram mulheres.

Para os cargos estaduais, 47,4% estavam na corrida por duas vezes seguidas. Apenas 19,1% do público feminino foi eleito para a Assembleia Legislativa. Nas cidades por onde circula a Folha de Alphaville, nenhuma mulher conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa. A região terá apenas um deputado como representante, o Marmo Cezar (PSDB), ex-prefeito de Santana de Parnaíba e pai do atual gestor, Elvis Cezar, da mesma legenda.

O partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve o maior número de candidatas federais mais votadas, 1.169.797 votos com apenas três disputantes. Joice Hasselman foi eleita como a deputada federal mais votada da história, por 1 milhão de eleitores. O PSDB, de Bruna Furlan, aparece em 5º lugar, com 208.630 votos para o total de cinco candidatas.

Quando analisado o critério de repasse de recursos públicos dos partidos para a campanha eleitoral, Bruna fica em 4º lugar, entre todas as legendas pela disputa federal, com R$ 1,8 milhão destinado pelo PSDB.

Entre as principais dificuldades encontradas pelas candidatas, segundo o levantamento, a falta de experiência com o planejamento e a gestão da campanha, montagem de estratégia e comunicação com o eleitorado, além de outras questões.