Com compra coletiva de remédios, cidades economizam cerca de 60% - Folha de Alphaville
09/11/2018
POLÍTICA
Com compra coletiva de remédios, cidades economizam cerca de 60%
Os fornecedores garantem o preço por um ano às cidades que integram o Consórcio da Região Oeste Metropolitana
Gláucia Arboleya
Cada prefeitura adquire os medicamentos conforme sua necessidade (Tom Vieira Freitas/ Arquivo Folha de Alphaville)

Para desafogar os cofres das prefeituras, as cidades que integram o Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo) [Barueri, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama e Vargem Grande Paulista] estão realizando compra coletiva de medicamentos.

Com este tipo de medida, os caixas das administrações pouparão, no geral, cerca de 30% a 50% no pedido mais atual, o que corresponde a aproximadamente R$ 150 milhões, com audiência pública prevista para o próximo dia 13.

Carapicuíba, que também faz parte do Cioeste, não quis participar do processo, de acordo com o diretor jurídico do Consórcio, André Luiz Cottet.
A economia foi de 60% na primeira etapa, o equivalente a cerca de R$ 90 milhões. Período em que a soma da compra anotada foi de R$ 147 milhões. Agora, para a segunda fase, a expectativa do custo é de R$ 360 milhões. André ressalta que “a intenção é reduzir os preços em virtude da economia de escala e também pelo fato de, cada vez mais, aumentar o número de fornecedores participantes”, falou.

Hoje, participam de 20 a 30 empresas fornecedoras da ação. “A ideia é fazer a licitação compartilhada uma vez por ano e à medida que as empresas vão conhecendo o processo há mais concorrência e melhores custos”, conta o diretor jurídico.

Segundo André, trata-se de um registro de preços, no qual as empresas fornecedoras dos remédios garantem pelo período de um ano os valores aos municípios conveniados. Cada cidade vai adquirindo conforme sua necessidade. “É feito pregão presencial, registro dos valores e a licitação para os nove municípios. Cada prefeitura tem sua cota”, explicou.

Para o presidente do Cioeste e prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar, quem mais ganha com essa medida é o cidadão dos municípios participantes. “A licitação em conjunto proporciona economia e agilidade. É um grande ganho para as prefeituras, para o prefeito, que conta com mais recurso para investir e em especial para a população”, concluiu.

Os medicamentos que constam na lista, adquiridos coletivamente, são os padrões preconizados pela Agência Nacional de Saúde (ANS).