Após derrota, João Caramez investe em campanha de França - Folha de Alphaville
11/10/2018
POLÍTICA
Após derrota, João Caramez investe em campanha de França
Gláucia Arboleya
João esteve junto com o governador em Osasco (Facebook)

Depois de ser derrotado nas urnas, o deputado estadual João Caramez (PSB), que buscava seu sexto mandato, está focando na campanha de Marcio França, do seu partido, que tenta se manter como governador de São Paulo e disputará o cargo com o ex-prefeito da capital, o tucano João Doria.

O deputado estadual Gil Lancaster, também do PSB, não contou com o apoio de lideranças regionais e não conseguiu se reeleger. Na terça-feira (9), João esteve junto com França durante visita ao Hospital Regional de Osasco.

Sobre um eventual convite para participar da gestão de França, se ele for eleito, o deputado garantiu que ainda não está pensando nisso, mas “nunca fui dos compromissos e desafios, obviamente se for convidado estarei a postos, sou um soldado”, ressaltou.

Na avaliação de Caramez, agora o importante é eleger Marcio França. “Ele tem dado sinalização de que não vai declarar apoio a nenhum presidenciável. O que ele quer, é ganhar e se colocar como apaziguador da polarização e acho que ele está certo”, contou.

Eleição
Sobre não ter conseguido manter sua cadeira na Assembleia Legislativa, o deputado disse que esta foi uma eleição atípica. “Eu já sentia isso durante a campanha. O resultado mostrou que os deputados perderam votos. Eu não fui diferente dos demais, houve uma renovação muito grande por conta da onda PSL”, falou. O partido PSL acabou se tornando a maior bancada da Assembleia, com 52 deputados. O ‘fenômeno’ foi puxado pela votação de Janaina Paschoal, que teve mais de dois milhões de votos.

Ele ressaltou ainda que a população está indignada com a corrupção, com a situação do país. Sem declarar apoio a Jair Bolsonaro (PSL), Caramez afirmou que dá razão para quem não votou no PT. “Antes de ser deputado, sou cidadão. Não dá para eleger um candidato do partido que é responsável pela situação do país, pela corrupção”, concluiu.