Carmo Dalla Vecchia estreia versão brasileira de “Billy Elliot” - Folha de Alphaville
08/03/2019
CADERNO A
Carmo Dalla Vecchia estreia versão brasileira de “Billy Elliot”
Ele será o pai do protagonista do musical, que terá temporada no Teatro Alfa
Graziela Costa
Ator se prepara para estrear nova novela das sete na Globo (Artur Meninea)

Musical de Lee Hall que fez sucesso no cinema, e leva na bagagem 10 Tony Award e 5 Olivier Award no Teatro Musical, “Billy Elliot” ganha versão de Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler, que estreia no Teatro Alfa, no dia 15, com cinco apresentações semanais, de sexta a domingo. Com músicas de Elton John, o enredo traz o menino Billy, com o revezamento dos atores Pedro Sousa, Richard Marques e Tiago Fernandes no palco, que quer ser bailarino e enfrenta o pai Carmo Dalla Vecchia.

A inspiradora história narra a luta de um garoto que busca tornar realidade seu sonho, em meio ao conflito de sua família e comunidade, causado pela greve dos mineiros britânicos (1984-1985), em County Durham, no nordeste da Inglaterra. O roteiro do espetáculo foi inspirado no romance de A. J. Cronin, de 1035. A canção The Stars Look Down, na abertura do musical, presta homenagem ao livro. O enredo é uma celebração inspiradora da jornada de um menino que troca suas luvas de boxe pelas sapatilhas de balé, em incansável busca por superar obstáculos. O musical tem ainda no elenco Beto Sargentelli, Sara Sarres e Vanessa Costa.

Carmo Dalla Vechia dará vida a Jack Elliot, o pai de Billy Elliot. “Trata-se do contraponto na busca pelo sonho de Billy, Jackie é um cara que perdeu a esposa e tem que dar conta de tudo sozinho”, explica o ator sobre o seu personagem, que vive o drama da classe operária da década de 1980, que enfrenta a pobreza e decadência da comunidade mineira que batalha contra as ações do governo Thatcher. “É mais ou menos como eu dizer no interior do Rio Grande do Sul, onde eu nasci, na década de 1980, que eu venceria sendo dançarino, dançando balé; inviável”. Mas a dureza de Jack será aplacada pelo talento do filho. “Fundamental nos dias atuais recontar essa história porque mostra a transformação pela arte”, avalia.

Dirigido por John Stefaniuk, canadense responsável pela direção de O Rei Leão, da Disney, mundo afora, “Billy eliot” traz um arrojado projeto de cenografia desenvolvido especialmente para o Brasil, concebido pelo americano Michael Carnahan, responsável por grandes produções na Broadway. Diversas pontes automatizadas, de 13 metros de comprimento, e uma parede de Backstage, que remete ao interior de uma mina de carvão, em boca de cena de 12 metros de altura, indicam a grandiosidade da produção.

Carmo já havia feito um musical em 2017, “Forever Young”. “Eu gosto muito do gênero e sempre fiz aula de canto, para mim é uma oportunidade de aprendizado”, diz o ator, que na TV vive Rafael, na temporada de Malhação: Vidas Brasileiras, na Globo, onde é pai de três. “Coincidência meus personagens terem filhos”, brinca. Na vida real, ele é pai socioafetivo.

Quando terminar Malhação, vai engatar Órfãos da Terra. “Mas não serei tão bonzinho”, diz Carmo, dando pistas que de encarnará um vilão na nova novela das 7. No cinema, ele aguarda a estreia de “Amor Assombrado”, um drama com direção de Wagner de Assis, que protagoniza ao lado de Vanessa Gerbelli.