Francisco Rossi conta com votos de Giglio para chegar à Assembleia - Folha de Alphaville
10/08/2018
POLÍTICA
Francisco Rossi conta com votos de Giglio para chegar à Assembleia
Pré-candidato a deputado estadual, ex-prefeito de Osasco afirma que perfil do eleitorado do tucano é o mesmo que o dele
Gláucia Arboleya
Coletiva Na terça-feira (7), Rossi participou de encontro com a imprensa, ao lado da filha, Ana Paula Rossi (Foto: Reinaldo Vaz)

Francisco Rossi (PR) já pensava em encerrar a trajetória política, após dois mandatos como prefeito de Osasco (1973-1974 e 1989-1992) e outras duas legislaturas como deputado federal. Mas a desistência da filha, a vereadora Ana Paula Rossi (PR), em disputar a eleição de 2018 para a Assembleia Legislativa, o fez mudar de ideia.

Aos 78 anos, o político decidiu pleitear o cargo de deputado estadual e espera contar com o eleitor que se lembra da suas gestões na cidade. “Eu não tinha mais essa ideia de concorrer como projeto de vida, tinha encerrado”.

Rossi credita a desistência de Ana Paula ao apoio dado pelo prefeito de Osasco Rogério Lins (Podemos) a sete candidatos a deputados estaduais e federais, o que teria “inviabilizado” a candidatura de Ana.

“Ela tinha se afastado da secretaria municipal para buscar a eleição, voltou à vereança, imaginou que seria candidata. Com esse contexto de apoios do prefeito, ela desistiu. Ana não tem votos fora da cidade como eu”, ponderou.
A família foi cabo eleitoral de Lins e indicou a vice-prefeita, Ana Rossi, esposa do ex-prefeito. No entanto, desde o início do mandato, houve distanciamento da gestão.

Levantamento
Pesou na decisão pesquisas internas realizadas em Osasco que apontaram que o nome de Rossi ainda é lembrado por parte do eleitorado. “Temos um espaço político, não dá para desprezar”, ressaltou.

Sobre o fôlego para conquistar os votos necessários para a vaga na Assembleia Legislativa, Rossi espera contar com uma ‘carta na manga’: o legado de Celso Giglio (PSDB), falecido em 2017. “A gente teve muitos encontros e desencontros, mas a amizade falou mais alto, voltamos a nos aproximar em 2016, era amizade antiga. Eu não tenho a menor dúvida que o eleitorado do Celso é basicamente o meu”, afirmou.

A paz foi selada após a derrota de Giglio na disputa à prefeitura de Osasco, que o levou a apoiar a candidatura de Rogério Lins no segundo turno contra o então candidato à reeleição Jorge Lapas (PDT). À época, Rossi era coordenador da campanha de Lins e se desculpou com o tucano.
Rossi relembra que quando indicou Giglio para a prefeitura de Osasco, em 1992, para tentar “voos mais altos na busca pelo Governo do Estado”, existia uma proximidade. “Temos um eleitorado mais conservador que conhece minha trajetória”, garante.

Conjuntura
Filiado ao PR, Partido da República, Rossi sabe que terá de enfrentar a “difícil conjuntura” que permeia o cenário político atual. “O povão não está querendo saber sequer de política, está revoltado e com razão, é muita corrupção”. diz. O republicano garante que não pretende fazer campanha em cidades do interior, mas afirma que o partido deu garantia de que terá boa visibilidade nos programas eleitorais na TV. “Eu tive quase 7 milhões de votos, e aparecendo na TV, deve ter algum voto sobrando nas cidades de pessoas que lembram de nossa candidatura”, diz sobre as vezes que disputou o Governo do Estado. Apesar da confiança, Rossi não se entusiasma. “