29/01/2018
POLÍTICA
Candidato a estadual deve sair da Câmara, diz prefeito
Tucano afirma que aguarda articulação dos vereadores em torno do melhor nome
Paulo Talarico
Foto: Rodrigo Albertini/Folha de Alphaville

O prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSDB), disse estar descartada a chance de seu filho, Rubinho,entrar na corrida eleitoral de 2018 para o cargo de deputado estadual. Para o tucano, a ideia é que um nome de consenso saia da Câmara dos Vereadores e ele aguarda a articulação dos parlamentares
para definir quem deve receber a adesão.

“Eu gostaria de ter uma candidatura bem articulada e que nascesse na Câmara, com os vereadores e não que fosse uma coisa levada daqui para
lá. Queria que eles trouxessem aqui para que a gente pudesse definir. Porque estamos falando de representantes do povo”, afirmou o prefeito.

Até o começo deste ano, quatro vereadores se colocaram como pré-candidatos na eleição deste ano: o presidente da Câmara, Carlinhos do Açougue (DEM) Robertinho (SD), Luizinho do Camargo (PDT) e Allan Miranda (PSDB). Este último dependeria justamente da vontade do grupo.

O desafio de chegar a um nome de consenso será grande. Na última eleição, por exemplo, quatro parlamentares se lançaram na corrida para o cargo de deputado federal. Mas nenhum com sucesso. 

O cenário pode ficar ainda mais nebuloso se Bruna Furlan (PSDB) aceitar o convite para concorrer ao Senado. Furlan afirmou à Folha de Alphaville que deseja vê-la na disputa. 

PSDB
Convidado pelo Podemos para disputar o cargo de governador do estado, o prefeito de Barueri Rubens Furlan (PSDB) descartou a possibilidade de uma mudança neste momento de partido. No entanto, o político também evitou declarar apoio ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), cotado para disputar à presidência pelo partido.

“Eu fico no PSDB, A Bruna é minha candidata e é, a única que eu tenho até agora”, afirmou o gestor. Crítico com relação à falta de apoio do governo do estado ao município, Furlan afirmou que ainda não é possível fazer uma análise do cenário nacional, em meio a tantas alterações ainda em andamento.

“Eu acho que está muito nebuloso esse quadro para eleição nacional, acho também que a gente vai ter uma visão mais ampla, uma leitura mais correta a partir de maio”, disse. “Porque tudo é especulação, a gente vê, Luciano Huck, Alckmin, [a exsenadora] Marina [Silva], [o ex-deputado Jair] Bolsonaro, Lula e todas essas questões e fico muito preocupado, porque ainda não consigo visualizar alguém que possa catalisar todo o anseio da população”, ressaltou.

O político enfatizou que o período ainda é delicado, apesar da perspectiva de crescimento nos próximos meses. “Hoje você vê de um lado o judiciário de outro está o legislativo com medo da imprensa, o executivo tentando sobreviver, tudo isso não está fazendo bem para a economia do país”, complementou.