Eleição terá definições em abril e julho - Folha de Alphaville
08/01/2018
POLÍTICA
Eleição terá definições em abril e julho
Eleição será a primeiro com uma campanha curta para presidente
Paulo Talarico

Após anos de discussão sobre o atual sistema político, o Brasil começa mais um ano eleitoral com um roteiro bem parecido com dos últimos anos, mas novamente com uma campanha mais curta.

Entre as principais mudanças aprovadas na reforma política, está o encurtamento do período para a divulgação dos candidatos nas propagandas de rádio e TV, que agora será de apenas 35 dias – eram 45, e o prazo para a campanha eleito. Após ral que segue com dois meses.

Mas antes disso, os partidos e os políticos terão datas decisivas em suas articulações para chegar ao páreo com chances de ser eleitos para os cinco postos em disputa.

A data mais relevante no primeiro semestre é o dia 7 de abril, quando faltarão seis meses para a eleição que escolherá presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Nesta data, se encerra o prazo para se filiar a um partido político, assim como trocar de legenda a tempo de concorrer a algum cargo.

O período deve ser decisivo para definir quem serão os nomes escolhidos pelas legendas e pode ter impactos também na região, com a especulação de nomes que podem trocar de siglas.


Também nesse período, se encerra o prazo para a desincompatibilização de cargos públicos. De tal modo, secretários municipais que tem interesse em entrar na corrida eleitoral terão de deixar as funções e fazer mudanças no primeiro escalão. Até aqui nas cidades de Barueri e Santana de Parnaíba, ainda não despontam nomes que estão nas administrações.

As convenções partidárias que irão confirmar os candidatos serão realizadas entre o final de julho e o começo de agosto. Quanto aos questionamentos sobre as candidaturas como impugnações deverão ser julgadas até 17 de setembro. No entanto, o prazo é uma estimativa e depende do volume de processos apresentados à Corte.

Uma mudança relevante na comparação com o pleito de 2014 é o financiamento das campanhas eleitorais. Será a primeira disputa presidencial e para deputados sem a doação de empresas e pessoas jurídicas. No entanto, deputados e senadores aprovaram a criação de um fundo para a eleição.