25% dos endividados buscam empresas para limpar o nome - Folha de Alphaville
06/07/2018
ECONOMIA
25% dos endividados buscam empresas para limpar o nome
Em Barueri, a inadimplência do consumidor recuou 0,5% de março para abril
65% dos devedores tentaram negociar o valor com o credor antes de procurar alternativas (Foto: Redeer/123rf.com)

De acordo com uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), dos 62 milhões de brasileiros com dívidas em atraso, 25% recorreram a uma empresa especializada para limpar o nome. Os dados se referem ao período de janeiro de 2017 a janeiro de 2018.
Em comparação com o ano passado, o número de entrevistados que disseram ter contratado o serviço aumentou 16 pontos percentuais, subindo de 9% para 25%. No município de Barueri, segundo o Boa Vista SCPC, no período citado, a inadimplência do consumidor na cidade recuou 0,1%. Na comparação de abril deste ano com o mês anterior, a queda foi ainda maior, de 0,5%. No índice acumulado, o registro de redução foi de 1,6%; enquanto na variação interanual (mesmo mês do ano anterior) o indicador cedeu 5,7%.

A Pesquisa
Entre as promessas das prestadoras, a de que o nome seria regularizado mesmo que a dívida não fosse quitada, apontou o SPC Brasil. Mais da metade (65%) dos inadimplentes afirmaram ter tentado negociar a conta com os credores antes de contratar empresas. O estudo mostra que, muitas vezes, o consumidor pode acabar agravando o problema, ao invés de encontrar a solução.

Inicialmente, observa-se que 9,9% dos participantes da pesquisa já contrataram o serviço, aumentando para 11,1% entre os pertencentes à Classe
C/D/E. Dentre eles, 50,5% não obteve êxito. Considerando somente os consumidores que continuaram com o nome sujo, menos de três em cada dez (27,5%) conseguiram recuperar todo o dinheiro investido; sendo que 47,1% não tiveram nenhum valor devolvido e 25,4% recuperaram parte dele.

A média do custo investido para a limpeza do nome é de R$ 3.425,16. Ao avaliar a contratação da empresa, 46% consideram positivo, uma vez que, de fato, o nome foi limpo. Por outro lado, 24,9% julgam que não foi vantajoso, pois ficou mais caro do que se tivessem resolvido à questão direto com o credor.  (Ana Lethicia Maezano)