O São Paulo precisa mais - Folha de Alphaville
08/03/2018
COLUNISTAS
O São Paulo precisa mais
Colunista da Folha de Alphaville

Os grandes estão classificados para a reta final do Paulistão como era de se esperar. E todos darão o máximo para chegar ao título. Afinal, como costuma dizer Muricy Ramalho, os campeonatos estaduais não valem nada para quem ganha. Mas perca para ver o que acontece.

O favoritismo é total do Palmeiras. Como eu já disse, pelos investimentos feitos, o Palmeiras é favorito todas as vezes em que entrar em campo em 2018, por qualquer disputa. Talvez não seja apenas no último jogo do ano, se ele for pelo Mundial, contra o Real Madrid, por exemplo. 

Mas se o favoritismo tem a cor verde, a maior necessidade de conquista é do São Paulo. O último título que mereceu comemoração prá valer no Morumbi já tem 10 anos. De lá para cá o São Paulo só ganhou aquela Copa Sulamericana em 2012, quando o adversário argentino não voltou para o segundo tempo.

Para um clube desse tamanho é muito pouco. O técnico Dorival Júnior está longe de ser unanimidade. Só não caiu ainda pelas vitórias na Copa do Brasil e pelo empenho pessoal de Raí, que hoje comanda o departamento de futebol. Um título nesse momento cairia muito bem para dar a ele mais estabilidade no cargo. Por outro lado, uma derrota terá para um efeito bem maior do que para qualquer concorrente. 

As contratações ainda não deram o resultado esperado. Dois dos reforços mais caros, Nenê e Diego Souza, foram parar no banco de reservas. Dorival deixou claro que não os pediu. Disse também que não pediu Tréllez, outro que ainda não emplacou. O técnico indicou outros reforços que não vieram, como Victor Ferraz e Copete, que não foram liberados pelo Santos. É assim que a banda toca.

Portanto, é óbvio, a conquista do Campeonato Paulista será muito bem recebida por Palmeiras, Corinthians ou Santos. Mas muito mais pelo São Paulo. E os demais, não têm chance?  Muito difícil. Não há ninguém habilitado e repetir o Ituano de 2014, nem mesmo o Audax de 2016 ou a Ponte Preta do ano passado. Este ano, mais do que nunca, os chamados pequenos entraram na competição apenas para não cair.




Jornalista e administrador esportivo. Trabalhou nos principais veículos de comunicação do país, foi gerente de futebol do Grêmio Barueri e secretário de esporte da cidade. Atualmente é âncora e comentarista da Rádio Transamérica.