Das tirinhas à telona, Mulheres Alteradas tem elenco global - Folha de Alphaville
29/06/2018
CADERNO A
Das tirinhas à telona, Mulheres Alteradas tem elenco global
Deborah Secco, Alessandra Negrini, Monica Iozzi e Maria Casadevall estrelam comédia
Graziela Costa
Comédia narra as angústias de quatro mulheres perto da faixa dos 30 anos (Paris Filmes)

Com direção de Luiz Pinheiro, que faz sua estreia em longa-metragem, “Mulheres Alteradas”, que chega à telona na quinta-feira (5/7), retrata a vida de quatro mulheres que enfrentam as dúvidas e angústias que costumam assolar esse público perto da faixa dos 30 anos. Mas com muito humor.

Adaptado dos quadrinhos produzidos pela cartunista argentina Maitena Burundarena nos anos 1990, o longa conta com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Monica Iozzi e Maria Casadevall, entre outros atores no elenco.

Pinheiro já tinha transformado em série Lili, a Ex, exibida pelo GNT, baseada na tirinha homônima de Caco Galhardo e a ainda inédita ‘Samantha!’, da Netflix. Retratar novamente o universo feminino, no entanto, foi coincidência. “Fui convidado pela produtora Andrea Barata Ribeiro, mas não dirigi pensando no gênero. Tenho duas filhas, esposa e mãe. A relação com essas mulheres alteradas já vem de casa”, brinca.

Desta vez, o diretor ousou ainda mais na linguagem utilizada, filmando com uma lente só e criando efeitos com a própria câmera.
Com cenas gravadas também em Itacaré, na Bahia, a comédia narra as histórias de Keka (Deborah Secco), que enfrenta uma crise no casamento com Dudu (Sérgio Guizé); Marinati (Alessandra Negrini), uma advogada que só se importa com seu trabalho e acidentalmente se apaixona por Christian (Daniel Boaventura); Leandra (Maria Casadevall), eterna adolescente; e Sônia (Monica Iozzi), cansada da exaustiva rotina doméstica.

Negrini disse que a personagem a atraiu. “Ela é a mais surreal de todas, até voa. É uma advogada bem-sucedida que fica louca de paixão”, conta. Mas a atriz afirma que poderia interpretar qualquer uma delas. “Já fui mãe de bebê pequeno, estive solteira desesperada, sofri com o fim de um casamento e vi uma paixão levar tudo que eu tinha. É muito bacana que todas essas fases da mulher sejam retratadas de um modo tão único, original”, diz a atriz.

Exagero
Deborah também se encantou com o roteiro, mas teve de esperar pelo fim da gravidez e as gravações de Malhação (Rede Globo), para encarnar sua Keka. “Eu gosto dessa interpretação exagerada que o filme propõe, é um filme com uma fotografia colorida, ousada, eu sou fã do cinema que o Luiz propõe”, ressalta.
Monica interpreta Sônia, uma mulher que vive o limite do estresse da maternidade. “Toda mulher que sonha em ser mãe só vai entender o quanto isso exige de nós depois que a criança nasce. É um sonho realizado, e os sonhos sempre vão ter os seus pesares. Nada é perfeito, mas esse amor de mãe preenche tanta coisa, então respire fundo. Tem os pesares, mas você está realizando seu sonho”, reflete ela, que não tem filhos.