O humor criativo está de volta - Folha de Alphaville
05/01/2018
CADERNO A
O humor criativo está de volta
Miguel Falabella dirige e encena “Brasil a Bordo”, série que estreia no dia 25 de janeiro, na Rede Globo
Graziela Costa
Além do roteiro, ator atua na série (Foto:) Artur Meninea/Gshow


A partir do dia 25, às quin­tas-feiras, logo após o Big Bro­ther Brasil, o humor criativo e sutil de Miguel Falabella volta à cena em “Brasil a Bordo”. Prevista inicialmente para fe­vereiro de 2017, a série acabou adiada pela direção da Rede Globo em razão do acidente aéreo com o time da Chape­coense, que vitimou 71 pessoas em Medellín, Colômbia, em novembro de 2016. Para assi­nantes Globo Play, a série está disponível online desde maio do ano passado. 

Com direção artística de Cininha de Paula e redação fi­nal de Falabella, que também está no elenco, a série conta ainda com Arlete Salles, Luis Gustavo, Maria Eduarda de Carvalho, Arlete Salles, Luis Gustavo, Maria Eduarda de Carvalho, Mary Sheila de Pau­la, Magno Bandarz, Rafael Ca­nedo e Niana Machado.

Acostumados à vida boa que o trabalho trambiqueiro praticado na companhia sem­pre proporcionou, a matriarca Berna (Arlete Salles), seu mari­do Gonçalo (Luís Gustavo), os comandantes Vadeco (Falabel­la) e Durval (Marcos Caruso), seus filhos, sobrinhos e genros se veem na pior quando a ins­tabilidade econômica do Brasil atinge em cheio os já mal admi­nistrados negócios da família.

Instaurado o caos, a situa­ção se agrava quando a Justiça declara a falência da empresa e obriga os Cavalcanti a retoma­rem as atividades com uma “pe­quena” condição: que os funcio­nários da Piorá também tenham participação no quadro diretor da companhia. É este o ponto de partida de ‘Brasil a Bordo’.

A partir do momento em que precisa dividir o poder com os empregados, a velha guarda da família não entrega os pontos facilmente, mas as funcionárias Shaniqwa (Mary Sheila de Paula), São José (Maria Vieira) e Almira (Stel­la Miranda) estão dispostas a garantir o direito garantido pela lei. Dado o cabo de guerra entre os antigos e os novos ad­ministradores da Piorá, assim que começam a levantar voo novamente, eles se deparam com as situações mais malu­cas e absurdas, que prometem viagens animadíssimas para os passageiros. O ator disse que misturou duas gerações de ato­res propositalmente. “Gosto da rixa entre os velhos e os novos. Eu faço o comandante dessa viagem louca”, diz.

Crítico da situação pela qual passa o País, Miguel não nega que a companhia é uma metáfora do Brasil. “A história da Piorá é a de uma companhia quebrada, como quase todas as coisas aqui no Brasil, né? A em­presa é tão ruim que o slogan é ‘prefere ir de ônibus’?”, brinca.

Falabella dirige musical

Na direção

Além da incursão na TV, Falabella segue “encantado” na direção do musical "Hebe", que reestreou ontem (4), no Teatro Procópio Ferreira. Baseado na biografa escrita por Arthur Xexéo, o espetá­culo conta a escalada pro­fissional de Hebe Camargo e os amores que passaram por sua vida. Embalado pelas canções que marcaram sua carreira de cantora, o espetá­culo atravessa oito décadas nas quais, muitas vezes, os caminhos de Hebe e da TV no Brasil se confundem. “Esse não é um documentário, mas um espetáculo musical. É um delírio musical da minha ca­beça. É como eu vejo a passa­gem de Hebe, uma mulher à frente do seu tempo”, ressalta Falabella.