Atualizado: 30/10/2009 00:36
Em São Paulo, a responsabilidade de coleta e tratamento de esgoto é da Sabesp
Das 39 cidades que compõem a região metropolitana, nenhuma trata 100% do esgoto. Algumas tratam parcialmente, mas todas jogam seus resíduos nos rios. A alegação é que fazer as ligações necessárias, que começam com os coletores-tronco, é muito caro. Em São Paulo, a responsabilidade pela coleta e o tratamento de esgoto cabe à Sabesp, concessionária que tem acordo com as cidades para coletar e tratar o esgoto, além de garantir o abastecimento de água.
O fato é que, a cada ano, mais os municípios crescem, pois mais gente nasce, mais casas são construídas, mais esgoto clandestino é jogado no ambiente e, aparentemente, menos se faz. Em São Paulo, dos 1.100 quilômetros do Tietê, cerca de 130 estão poluídos porque as cidades da região despejam nele o esgoto de indústrias e residências.
O rio Pinheiros, que corta a capital, também está sem vida. Ele nasce do encontro do rio Guarapiranga com o Rio Grande e deságua no Tietê e sofre com os resíduos das indústrias, com o esgoto clandestino e com a quantidade de lixo que recebe.
Em Guarulhos, que é a segunda maior cidade do estado, com mais de 1.230 habitantes, a situação é bem grave: 100% de seu esgoto, o que equivale a 184 milhões de litros, são despejados sem tratamento no rio Tietê. Além de Guarulhos, outros 13 municípios lançam o esgoto em córregos e rios, e entre eles estão as cidades da região. É justamento por isso que os prefeitos se uniram para pressionar a Sabesp a acelerar as obras que ampliam a rede de coleta e tratamento de esgoto na região.