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Mercedes-Benz Classe E Coupé

Atualizado: 30/10/2009 10:31

Montadora alemã espera vender 50 unidades até o fim do ano

Carsale

 

O Classe E Coupé, lançado pela Mercedes-Benz no Brasil, tem um significado mais especial para a fabricante alemã do que para o mercado brasileiro. Importado da Alemanha pouco mais de três meses após estrear na Europa, a exemplo da configuração sedã Classe E, o cupê esportivo chega para brigar em um nicho no qual há apenas um concorrente de luxo: o conterrâneo Audi A5. E o teor otimista da marca da estrela está explícito nas projeções de vendas: 50 unidades até o fim do ano. Se levar em conta os R$ 285 mil pedidos, o volume é audacioso. 

Por outro lado, a chegada rápida do Classe E Coupé reforça o caráter 'up-to-date' da Mercedes, aspecto valorizado pelos brasileiros endinheirados que consomem carros de luxo. A favor do cupê há um  fator que pode favorecer suas vendas. No leque de modelos da rival BMW, o Série 5 seria o adversário direto do Classe E. Só que o modelo concorrente não oferece configuração cupê de duas portas – o Série 5 só possui opções sedã e a superesportiva M, da Motorsport, da BMW. Não por acaso, a Mercedes está confiante no sucesso. 

Sofisticação

Independentemente da concorrência, porém, é na modernidade do Classe E Coupé que a montadora alemã aposta. Além do luxo, o cupê médio-grande oferece um conteúdo de série sofisticado. Só na parte de itens de segurança, os equipamentos e as funções impressionam. Além dos sete airbags, freios com ABS, EBD (distribuidor eletrônico de frenagem) e assistente de emergência e controles eletrônicos de estabilidade e de tração, são faróis bixenon autoadaptativos e uma parafernália eletrônica operada por sensores e câmeras. 

Dos recursos, o Attention Assist é o que mais chama a atenção. O sistema integrado ao computador de bordo monitora o comportamento do motorista e avalia se ele está bem disposto para seguir, por exemplo, em viagens longas. Se um dos mais de 170 parâmetros de análise do sistema detectar cansaço no condutor, uma simpática xícara de café é exibida no visor ao centro do quadro de instrumentos, sinalizando que é hora de parar. 

Outro sistema hi-tech interessante é o Pre-Safe, que tem princípio similar a outros sistemas – como o da Volvo. Ao perceber uma situação de risco, o recurso prepara os equipamentos de segurança, como airbags, e aciona os freios. Para quem costuma rodar muito na cidade, porém, é o sistema Parktronic que mais deverá agradar. Sensores embutidos medem o tamanho da vaga onde se deseja estacionar o veículo e, para completar, o assistente exibe no visor do quadro de instrumentos a indicação precisa do esterçamento necessário do volante na manobra. 

Muito além da fartura em eletrônica, impressionam as linhas e os números guardados sob o capô do Classe E Coupé. Na frente, os faróis permanecem bipartidos. O para-choque é o único elemento frontal novo, com recortes mais agressivos e um filete de leds em formato de 'L' deitado. 

Por dentro, o destaque do cupê 2 + 2 são os bancos esportivos que integram os encostos de cabeça. Nos assentos dianteiros é possível ajustar a altura dos encostos. Para os passageiros de trás, uma solução para lá de interessante: o sistema de ajuste elétrico desloca os bancos longitudinalmente para facilitar o acesso e depois repõe os assentos nas posições originais. 

Debaixo do capô fica um poderoso motor 3,5 litros aspirado, com bloco de alumínio, seis cilindros em 'V' e 24 válvulas. O bloco é acoplado ao câmbio automático 7G-Tronic de sete velocidades e hastes atrás do volante. O conjunto produz 272 cv de potência aos 6.000 rpm, além de 35,7 kgfm de torque máximo, disponíveis entre 2.400 rpm e 5.000 giros. Com um detalhe: há um botão Sport que ajusta direção, suspensão e câmbio para dar respostas mais esportivas. 

Primeiras impressões

A bordo do cupê, a primeira característica que se nota é o elevado nível de refino dos materiais. As peças são emborrachadas, forradas com couro, há detalhes de alumínio no painel.

Neste primeiro contato, pouco se pôde avaliar. O test-drive realizado no Rodoanel não permitiu, por exemplo, explorar os recursos eletrônicos. Mas foi possível pisar fundo e ver do que o motorzão é capaz. E o resultado entusiasmou. 

O Classe E Coupé exibiu estabilidade sobre o asfalto, sem pregar qualquer susto, mesmo com o asfalto encharcado por uma forte chuva. Quanto ao habitáculo, é estreito e não muito generoso em espaço. Por outro lado, com todo o ímpeto esportivo, a sensação ao volante é de se vestir o cupê. E com todo o luxo e conforto oferecidos a bordo, o que restou foi um gostinho de 'quero mais'. 

 


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