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Mitsubishi Pajero TR4 2010 ganha mais fôlego no segmento de SUVs

Atualizado: 01/10/2009 22:32

Renovado, jipinho ganha fôlego no disputado segmento de SUVs

Carsale

As concessionárias Mitsubishi no Brasil começam a receber um Pajero TR4 amplamente renovado. A linha 2010 do jipinho trilheiro recebeu alterações estéticas na carroceria, no painel, além de aprimoramentos no motor 2.0 litros flex, de quatro cilindros em linha e 16 válvulas. Esta é a segunda reestilização do SUV compacto desde 2002, ano em que começou a ser produzido na cidade de Catalão, no interior de Goiás. A última atualização visual já tinha mais de três anos – foi feita em meados de 2006, quando o modelo adotou desenho inspirado no Pajero maior – o Sport.

A mudança, contudo, é mais que uma atualização. Nos últimos três anos, as vendas entre os utilitários esportivos avançaram significativamente, com mais de 50% de crescimento nos emplacamentos. Com isso, cresceu também o número de concorrentes e novidades no segmento. Chegaram os coreanos Kia Sportage e o crossover Kia Soul, além do pequenino jipe Suzuki Jimny. O líder Ford EcoSport ganhou novo desenho e motor 2.0 flex. E o outro coreano Hyundai Tucson, o segundo mais vendido do nicho, ganha produção nacional em outubro. Ou seja, uma renovação era mais do que necessária para o Pajero TR4 se manter forte no mercado.

Interior está menos espartano
O TR4 ganhou novos painel de instrumentos e volante, além de conexão Bluetooth para celulares e entradas USB e para iPod integrados ao sistema de som - são "gadgets" cada vez mais valorizados pelos consumidores. No entanto, o ar mais sofisticado fica evidente no quadro de instrumentos, que passa a ter dois relógios do tipo canhão, com velocímetro e contagiros.

Por fora, o TR4 está mais jovial. As linhas clássicas quadradonas foram mantidas, mas o SUV compacto ficou mais bojudo. Na frente, os faróis perderam o corte em diagonal nas pontas e estão retangulares. As saliências que contornavam os canhões de luz também saem de cena e o conjunto agora é inteiro coberto por lentes translúcidas de policarbonato. Outra novidade é a grade integrada ao para-choques e bipartida por um triângulo, com o símbolo da Mitsubishi ao centro, no atual padrão visual dos carros da marca nipônica. O capô com a região central mais elevada completa o pacote de mudanças.

Nas laterais, o desenho está mais limpo. Apenas dois vincos – um em cada lado – aparecem pronunciados no meio das portas e acompanham o contorno dos para-lamas. Já a traseira ficou modificada e lembra o compacto de luxo Land Rover Freelander. As lanternas, antes independentes do tipo canhão, agora estão integradas em um conjunto único, com máscara negra e as luzes indicadoras da marcha à ré, que ficavam embutidas no para-choques. No lugar das luzes de ré foram adicionados dois refletores ("olhos de gato"). Também foram mudados os desenhos da tampa do porta-malas e do vidro traseiro.

Primeiras Impressões
Em um test-drive curto, de 50 km/h, foi possível avaliar dois lados do renovado Pajero TR4. Na pista de terra enlameada, o jipinho comprovou sua vocação aventureira ao exibir um desempenho fora-de-estrada primoroso. No trajeto, repleto de poças de lama e piso de barro escorregadio, o utilitário compacto transmitiu segurança, com aderência garantida pelo modo 4X4 com bloqueio do diferencial central – que mantém a tração fixa, com 50% do torque despejado em cada eixo.

Já sobre o asfalto, em um pequeno trecho da rodovia Castello Branco, o Pajero TR4 evidenciou um lado urbano aprimorado. As mudanças feitas no interior, que ganhou novos painel, volante e revestimentos dos bancos e portas, deixaram o ambiente no habitáculo mais agradável e moderno.

O motor 2.0 litros de quatro cilindros em linha e 16 válvulas ganhou alguns cavalos, mas não o suficiente para esbanjar esportividade. Na terra, com o modo 4X4 com bloqueio do diferencial central acionado, o propulsor produz acelerações agradáveis e eficientes. Mas sobre o asfalto, no modo 4X4 contínuo, a unidade de força demora a encher até disponibilizar o torque de 22 kgfm com álcool, aos 4.500 giros. Assim, arrancadas e retomadas são morosas.

O modelo avaliado estava equipado com o câmbio automático de quatro marchas, que também não impressionou. Por vezes a caixa produziu trancos e esticou demasiadamente as relações. No entanto, a transmissão conta com a função overdrive, que favorece o conforto. Aos 120 km/h, o motor do TR4 trabalha em 3.200 rotações e tem baixo nível de ruído. É um aspecto mais voltado ao uso urbano e rodoviário, que deve mesmo ser o principal hábitat do jipinho da Mitsubishi. Ainda que o modelo suporte aventuras mais radicais.


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